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Presidente da Colômbia sai em defesa do PIX e pede expansão do sistema brasileiro ao país vizinho

Publicada em: 06/04/2026 13:24 -

A defesa do PIX pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ampliou o debate internacional sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Em meio a críticas dos Estados Unidos e discussões sobre sua expansão para outros países, o líder colombiano não apenas elogiou a ferramenta criada pelo Banco Central do Brasil como pediu publicamente que o modelo seja estendido à Colômbia.

A manifestação ocorre em um momento de tensão crescente em torno do PIX no cenário internacional — especialmente após declarações atribuídas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apontaram a ferramenta como prejudicial a empresas de cartão como Visa e Mastercard, além de supostamente mencionarem a possibilidade de sanções ao Brasil.

“Le pido a Brasil extender el sistema PIX a Colombia”, escreveu Petro na rede social X, em um recado direto ao governo brasileiro.


A defesa colombiana: eficiência e soberania financeira

Em sua publicação, Gustavo Petro destacou a eficiência do PIX e criticou mecanismos do sistema financeiro internacional ligados aos Estados Unidos. O presidente colombiano questionou o papel do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão do Tesouro americano responsável por sanções econômicas, afirmando que a ferramenta estaria sendo usada com fins políticos.

Petro argumentou que o atual sistema não combate de forma eficaz o narcotráfico e, ao mesmo tempo, permite que líderes do crime organizado mantenham patrimônio fora de seus países. Ele também defendeu mudanças na governança global e a adoção de alternativas ao modelo atual — entre elas, o PIX brasileiro.

A declaração coloca a Colômbia entre os países interessados em replicar ou integrar o modelo brasileiro, que vem sendo estudado para operações internacionais.


Pressão dos EUA coloca PIX no centro de disputa global

A defesa de Petro ocorre em resposta a críticas atribuídas a Donald Trump. Segundo mensagens que circularam nos últimos dias, o presidente americano teria mencionado a possibilidade de sanções ao Brasil caso o sistema fosse mantido, sob o argumento de que o PIX afetaria empresas de pagamento eletrônico como Visa e Mastercard, que operam globalmente com cartões.

Nos Estados Unidos, o tema também entrou na agenda oficial. Um relatório recente da Casa Branca mencionou preocupações com sistemas de pagamento eletrônico vinculados ao governo brasileiro, apontando possíveis impactos sobre empresas americanas do setor.

O documento indica que há receio de que o Banco Central favoreça o PIX em relação a outros provedores, o que poderia afetar a competição internacional. Apesar disso, o texto não cita diretamente o sistema brasileiro, mas faz referência genérica a serviços digitais e pagamentos eletrônicos.


Debate internacional: modelo brasileiro ganha relevância

Criado em 2020 pelo Banco Central, o PIX se consolidou como um dos principais meios de pagamento do país, com uso amplo por consumidores e empresas. Hoje, é difícil encontrar um brasileiro que não tenha realizado ao menos uma transferência ou pagamento instantâneo pela ferramenta.

O posicionamento de Gustavo Petro ocorre em meio a uma discussão mais ampla sobre o papel do PIX fora do Brasil. Especialistas apontam que o modelo desperta interesse em vários países da América Latina, especialmente por sua capilaridade, baixo custo e eficiência.

 
País Posição em relação ao PIX
Colômbia Presidente pediu expansão ao país
EUA Críticas e preocupações com concorrência
Brasil Mantém sistema e estuda integração internacional

O que diz o Brasil: continuidade e aprimoramento

Diante das críticas internacionais, o governo brasileiro reafirmou a continuidade do PIX. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o país não pretende recuar no uso da ferramenta e destacou sua importância para a população, especialmente para a inclusão financeira.

Segundo Lula, o sistema é uma iniciativa nacional e continuará sendo aprimorado para atender às necessidades dos usuários. O Banco Central também trabalha em projetos para expandir o uso do PIX, incluindo possibilidades de integração com outros países — uma sinalização que vai ao encontro do pedido feito por Gustavo Petro.

A defesa pública do presidente colombiano reforça o interesse internacional no modelo brasileiro e amplia o debate sobre o futuro dos sistemas de pagamento digitais em escala global. Para o Brasil, a controvérsia com os Estados Unidos também coloca o país em uma posição estratégica: a de protagonista na discussão sobre soberania financeira e inovação tecnológica.


Redação Broto News
Foto e colaboração de Marconi Bernardino
Jornalista formado pela Unifavip Wyden, em Caruaru (PE). Integra a equipe do Economic News Brasil, com atuação na produção de conteúdos analíticos sobre negócios, mercado financeiro e fortunas, além de experiência em jornalismo para televisão e rádio.

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